Todas as maravilhas de que precisas estão dentro de ti. A primeira e pior de todas as fraudes é enganar-se a si mesmo. Depois disto, todo o pecado é fácil.

30
Jul 08

Há um pedaço de alma perdido no fundo da minha sala.
Há um pedaço de mim que se desprendeu e voou. Pequenos momentos em que me perco em pormenores.

A revolta do que podia ser e não é. Do que poderia ter sido e não foi.

Deixa-te de merdas ninguém é tão santinho assim...

Hoje apetece-me gritar, gritar só para eu ouvir... Fo** também tenho esse direito ou não?

E se tudo o que nos sai é nada, será que isso quer dizer que estamos cheios de nada...?
Há um tempo para tudo. O tempo para o lamento. Um tempo para o tormento. Um tempo para o amor, para o desejo um tempo, Um tempo...  Que vem num repente, assim, lento, de mansinho e como o vento leva-nos para outras paragens.

Onde buscamos tudo de bom e de mau. Onde nem o vento se demora, paragens onde o tempo não pára onde só restam recordações.
E pensar que o mundo corre lá fora. E  que eu aqui dentro... O que tenho eu?

Pouco mais que nada. Tenho que um olhar distorcido  sobre as coisas que não consigo esquecer.
Não, não há nada de novo...
Gostava de perceber que mecanismo é esse que de repente desata em mim, estes estúpidos lamentos e me trazem verdadeiros pensamentos de “merda”, que me tocam. Gostava de percebê-lo simplesmente para deles me poder apropriar.
Gostava de comandá-los, tê-los à minha ordem, à minha voz de comando. Infelizmente não tenho a capacidade de ser perfeita

publicado por Divine às 16:44

Divine.
Bela Divine. Ter um espaço onde é possivel refazer mo-nos, a sós, sem a intervenção incómoda que perturba.
Nós e nós, a nossa alma que julgamos fragmentada e que nos mira, essa parte informe, nos mira e remira como que rindo-se de nós, de si própria do que queremos que ela seja em nós. Falamos alto e pode até acontecer o grito, um punho cerrado de encontro à testa fria, a acordar-nos dum sonho que fazemos de nós. Nós sonho. E um pedaço de alma desprendido ri-se. O tempo segue o seu trâmite. Lá fora pessoas correm apressadas. Outras param expectantes, como nós fechados numa sala que é a nossa e onde nos assaltam recordações, enxertos de memórias. E a alma, um pedaço que se soltou, ri-se. Realçando a angústia de acontecimentos que não conseguimos evitar. Culpas que não aceitámos, mas que persistem em avivar-nos, porque não foram resolvidas a seu tempo.
E somos apenas nada. Mas o nada que somos, é uma existência com alma e aí um sorriso ilumina o teu rosto belo. És bonita. Bela. totalmente bela. Ordenas ao pedaço de alma que brinca a um canto da sala para que regresse. Assim não brincas, dizes. Assim não vale..
Beijos minha bela senhora e boa noite
samueldabo a 30 de Julho de 2008 às 22:48

Os anos de vida e as vivencias são a nossa escola, não é verdade?
Só assim se justifica o teu comentário.
Este blog não tem visitas nem comentários. Porque..?
A resposta no meu ponto de vista é que de modo geral as pessoas gostam de ler coisas bonitas e fáceis.
É bom quando se fala de amor e podemos sempre acrescentar mais uma palavra bonita ao role de tantas já escritas.
É bom quando se fala de desamor, ou de alguma historia de "faca e alguidar" lá vamos nós dar uma chega, afinal que é que nunca teve um desamor na vida..?
Mas tu (porque entendo assim) chegas facilmente com um comentário aquilo que aqui tenho escrito.
Maturidade..?
Vivencias..?
Ou alguns estados de alma coincidentes?
Obrigado pela visita sempre oportuna
Beijo
Divine a 31 de Julho de 2008 às 09:38

Divine.
Estás bem, hoje? Ontem senti que não estavas a Divine que julgo ir conhecendo. Tentei enviar-te um e-mail preocupado. Mas deu-me sempre erro. Julgo que não consegui chegar-te.
Agora leio as tuas palavras nesta manhã fresca de fim de Julho. E pressinto que o pior terá passado, que a tua alma regressa lentamente ao sereno esteio do teu corpo.
Maturidade, vivências, estados de alma coincidentes, é o que sinto em ti, de ti e é por isso que te chego, porque te sinto sensível a quem chegue da forma que eu chego.
Sabes que eu sei que não sei nada, por isso aceitas que eu chegue, como um igual com a mesma sensação de perda e de ser nada. E o mesmo desejo de vitória. Sim, porque tu queres ganhar e eu quero ganhar. E ambos sabemos que para ganhar é preciso saber perder. Sem lamentos públicos.
Há uma empatia crescente que nos permite ir sabendo de cada um de nós. Como eu venho contente ao teu lugar! Já me cheira o sabor do achigâ.
Beijos
samueldabo a 31 de Julho de 2008 às 10:22

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